sábado, 1 de fevereiro de 2020

Dinâmicas de Matemática Ensino Médio e Fundamental II

Dinâmicas de Matemática

Gravei esse vídeo no corre corre do ano de 2019, após planejar a primeira semana de aula. Compartilho aqui algumas das dinâmicas que mais utilizo. Curtam, se inscrevam e compartilhem o canal em que divido com vocês minhas ideias.

Como planejar o primeiro dia de aula de Matemática

Muitos professores se perguntam como fazer para planejar o primeiro dia de aula.
A Matemática é um universo a ser explorado e descoberto e o primeiro dia de aula é um momento propício para aproximar o aluno dessa ideia.
Não pretendo aqui dar uma receita de bolo, apenas compartilho como me planejo para este dia no Ensino Médio.


https://www.youtube.com/watch?v=yyCNLtSchFs&t=31s

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Ken Robinson


 Acho q é mais ou menos assim q me sinto atualmente na educação. Professora? Não... preparadora de passadores de vestibular :( Isso me entristece. É hora de repensarmos a educação formal. Estão a formalizando demais e isso tem deixado de ser prazeroso.

domingo, 19 de junho de 2011

Plano de Metas da Educação



Plano de Metas da Educação
do Rio de Janeiro:
do economicismo ao cinismo


Gaudêncio Frigotto, Vânia da Motta, Zacarias Gama e Eveline Algebaile


Em artigo, pesquisadores Gaudêncio Frigotto, Vânia da Motta, Zacarias Gama e Eveline Algebaile analisam a política anunciada pela secretaria estadual de educação para o Estado do Rio de Janeiro, que associa a gratificação aos docentes ao cumprimento de metas. Para eles, o estado caminha na contramão das resoluções da Conferência Nacional de Educação

Em entrevista ao Globo News, o Secretário de Educação do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Risolia, na sexta-feira, dia 07.01.2011, anunciou as cinco frentes de trabalho para a educação pública ao longo dos próximos quatro anos. Em extensa matéria, sob o título Choque na Educação, o jornal O Globo (08.10.2011, p. 14) detalha estas medidas. Confessamos que ficamos estarrecidos pelo caráter economicista e tecnocrático, e pela superficialidade das medidas propostas.

As cinco frentes de trabalho apresentadas teriam como objetivo atacar as questões pedagógicas, o remanejamento de gastos, a rede física, o diagnóstico de problemas e os cuidados com os alunos. As medidas mais destacadas, porém, foram a implantação de um regime meritocrático para a seleção de gestores; a realização de avaliações periódicas; o estabelecimento de metas de desempenho para balizar a concessão diferenciada de gratificações aos docentes; e a revisão das licenças dos 8 mil professores em tratamento de saúde. Ou seja, medidas que reforçam a ideia de que, no fim das contas, os profissionais da educação são os responsáveis pelos problemas educacionais, resumidos, por sua vez, aos baixos índices obtidos pela rede estadual no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Um exemplo da lógica de suspeição aí implicada é a contratação de uma empresa privada para passar um pente fino nas licenças médicas, sinalizando um duplo pré-julgamento: aos profissionais de saúde que concederam a licença e aos próprios professores que buscaram atendimento. Por certo, há implícita uma meta de quantos destes não podem passar no pente fino e deverão, agora saudáveis e motivados, voltar às salas de aula.

Trata-se, portanto, de uma proposta que não vai ao fundamental e pega o pior atalho: premiar quem chega às metas, metas imediatistas, de lógica produtivista, que não incorporam medidas efetivas voltadas para uma educação pública de qualidade. A lógica subjacente à proposta, que já está sendo chamada de choque de gestão de administração, apenas trabalha com dois conceitos fundamentais: forçar o professorado a produzir um IDEB elevado, sem efetivamente melhorar as suas condições de trabalho, e baratear o custo da educação adotando, de imediato, a meta conservadora de economizar R$ 111 milhões dos gastos. Uma lógica tecnocrata que reconhece somente cálculos de custos e de benefícios, que vê as pessoas apenas como dados, destituídos de vontade e voz, indo de encontro às próprias bases ideológicas liberais e neoliberais que ainda consideravam o homem dotado de livre iniciativa, mesmo em sua forma de indivíduo, homo economicus.

O espantoso é que a Secretaria de Estado do Rio, com essa proposta, caminha visceralmente na contramão dos encaminhamentos concluídos nas reuniões da Conferência Nacional de Educação de 2010, do que foi acordado no novo Plano Nacional de Educação e do que vem sendo discutido no Fórum Estadual em Defesa da Escola Pública, há poucos dias instalado por dezenas de entidades ligadas à educação, à cultura, aos movimentos sociais e às instituições de ensino e científicas do estado do Rio de Janeiro. Mais que isso, em total dissonância com a indicação que a Presidente da República, Dilma Rousseff, fez em seu discurso de posse, para enfrentar o problema da educação: reconhecer o professor como a autoridade pedagógica de fato e de direito.

"Mas só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso com a educação das crianças e jovens". (Dilma Rousseff, Discurso de posse, 01.01.2011).

Os debates e proposições aí implicados vêm afirmando insistentemente que não se fará educação de qualidade sem restituir às instituições plenas condições de funcionamento, tornando-as atrativas e adequadas ao bom aprendizado dos alunos; sem garantir, aos profissionais da educação, as condições de trabalho que favoreçam o efetivo exercício da autoria pedagógica e da atuação coletiva na construção do processo educativo escolar; sem dar sustentação a cada escola para que ela se torne o lugar de uma experiência participativa efetivamente capaz de ampliar seus sentidos como instituição pública.

Ignorando os acúmulos desse debate, a Secretaria aposta exatamente no seu contrário, impulsionando a estandardização da rede estadual, por meio da subordinação de sua organização e gestão pedagógica a critérios mercantis, e da sujeição de suas instituições e profissionais a relações de disputa e concorrência.

A estandardização da educação, dura e seriamente questionada hoje por vários setores da sociedade, camufla-se, comumente, por meio do discurso do mérito, do desempenho, da competência e da eficiência, omitindo a grave responsabilidade das próprias elites e do Estado, no Brasil, na longa história de produção reiterada de uma escola precária para a grande maioria da população. Caracteriza-se principalmente, no entanto, pelo estabelecimento de mecanismos padronizados capazes de operar o posicionamento diferenciado dos profissionais e das instituições, reiterando a produção desigual da escola por meio da sua suposta "modernização".

A instituição de premiações, a contratação de empresas gestoras de processos, o estabelecimento de mecanismos de avaliação orientados para a produção de rankings, a instauração de regimes de trabalho que associam a concessão de gratificações diferenciadas à atuação de profissionais e instituições em processos concorrenciais semelhantes a gincanas são exemplos dos mecanismos que operam essa crescente diferenciação. Seus resultados são já bem conhecidos: a intensificação do estabelecimento de regimes e estatutos profissionais diferenciados; a desagregação do professorado em decorrência da instauração de relações concorrenciais entre professores e entre escolas; o não reconhecimento do professor como profissional capaz de dispor sobre o próprio trabalho; a subordinação da gestão educacional e da ação escolar a agentes externos não coadunados com os fins e a função pública da educação; a consolidação de padrões desiguais de formação escolar.

Sem situar o professorado no coração do processo de resgate da qualidade da educação fluminense, melhorando significativamente o seu salário, carreira docente e condições objetivas de trabalho, não há perspectiva real de alterar de fato o atual quadro da educação básica, como sublinhou, também, o ex-Ministro de Assuntos Estratégico, Samuel Pinheiro Guimarães, no Seminário organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da UERJ - Qual desenvolvimento e Educação e para que Sociedade? - e do qual o atual Secretário de Educação do Estado participou na abertura.Recentemente, os Senadores Pedro Simon e Cristovam Buarque apresentaram Projeto de Lei pelo qual se estenderia o mesmo reajuste salarial aprovado para os Senadores, de 61,78%, para os professores da educação básica das escolas públicas. Os Senadores tomaram como referência a menor base do piso (não reconhecida pelas entidades que representam os professores, que era de R$ 1.024,00). Esse percentual de aumento representa, de fato, uma novidade, se considerarmos que os reajustes dos profissionais do campo das políticas públicas raramente se aproximaram das nababescas auto-concessões do legislativo e do judiciário. Deve-se, porém, observar que, aplicando aquele reajuste, o piso seria de R$ 1.656,62, 16,13 vezes menor que o salário pago aos parlamentares a cada mês: R$ 26.723,13; o equivalente a 3 salários mínimos. Cabe lembrar aqui que os professores não tem o acréscimo de verba de representação para a compra de roupa, livros, correio, transporte, vale alimentação, etc. E, com certeza, o nível de escolaridade médio dos deputados e senadores não é diferente, talvez menor do que dos professores.

Perguntas de quem não quer calar-se perante o cinismo: Por que não colocar o mesmo piso de 1.656,62 aos ministros, governadores, deputados, senadores, prefeitos, vereadores, judiciário, professores universitários, juízes, desembargadores, delegados, generais, etc. e estabelecer uma espécie de IDEB de cada função, com metas quantitativas, oferecendo ao final de cada ano mais três destes salários-base por produtividade? Quem se candidataria a tão nobres funções por essa mixaria e com tal pressão e controle? Por que não, também, estipular este valor como margem máxima de lucro para os banqueiros e empresários? Já imaginaram? Pois, senhores, estão oferecendo esta mixaria aos que cuidam da educação básica da maioria do povo brasileiro (a escola pública no segmento da educação básica - do ensino fundamental ao médio - atende mais de 80%dos estudantes), menos, certamente, dos filhos das profissões ou atividades, entre outras, listadas acima.

Os milhares de professores que atuam na educação pública brasileira podem ser tudo, menos idiotas. O que se está propondo no Estado do Rio de Janeiro e em muitos outros estados e municípios (entre os quais do Rio de Janeiro que se antecipou ao estado) resulta de opções tecnocratas, apoiadas na ideia de que a educação não é um direito social e subjetivo, mas um serviço, uma mercadoria e, por isso, como a define o Secretário, um "negócio falido" como qualquer outro. Nesse quadro, os docentes são tidos como meros entregadores dos pacotes de conteúdos previamente preparados por economistas, administradores, empresários... que se assumem como "autoridades em educação".

Professores, pais, responsáveis, jovens e estudantes, unamo-nos às dezenas de entidades que instalaram em dezembro de 2010 o Fórum Estadual em Defesa da Educação Pública no estado do Rio de Janeiro, no dia 23 de fevereiro próximo, na UERJ, para dizer alto e em bom som: não queremos ser idiotizados. Não reconhecemos essas medidas como legítimas, porque ignoram a história de luta da sociedade brasileira de quase um século pelo direito efetivo à educação pública de qualidade.


Fonte: Artigo publicado no Jornal Folha Dirigida de 11/01/2011


Os autores são professores do Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Vânia da Motta é professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia da Mulher

        Muitas pessoas discordam em haver um dia em que se homanageia as mulheres. Mas como não homenagear esses seres humanos que tanto se superam.
        Há algum tempo as mulheres não votavam, não trabalhavam e nem ao menos influenciavam nas decisões de sua família. Lembro-me claramente que quando eu ia visitar meus avós, o meu avô era sempre muito sério e minha avó pouco falava. Meu pai sempre falou com carinho dela. Mas do meu avô ele só comentava a sua forma rude de tratar aos filhos e a própria esposa. Que nunca trabalhou, tinha pouquíssimo estudo e do meu avô dependia.
       Acredito que quando a mulher começou a  se enxergar, a  se conhecer e, principalmente, a se valorizar. Se deu início todo esse avanço no reconhecimento do ser humano forte, frágil, incansável,... indefinível em palavras de tão paradoxal.
       Costuma-se dizer que as pessoas só são amadas quando tem seu amor próprio. E talvez esse amor tenha sido apropriado pelo sexo feminino de vez. E é esse amor que constrói a coragem para lutar, dá a voz que não se cala diante do que é injusto, motiva as atitudes para mudar o que não é certo. 
         Como não valorizar um ser humano que aprendeu a se amar?
         A mulher nunca será independente porque nenhum ser humano é. Mas também não mais será dependente. Só se for da vontade dela. A mulher é interdependente. Oferece amor e precisa ser amada, respeita e luta pelos direitos dos outros e precisa que reconheçam e respeitem os seus.
        É claro que em como todas as classes ou grupos há as exceções. Como mulheres que não amam seus filhos, mulheres que não respeitem os direitos de outrem. E para tais atos sempre se busca uma desculpa. Não sabe amar porque nunca foi amada, não trabalha porque sempre recebeu tudo nas mãos, não respeita pois nunca foi respeitada...
       Mas o que deve ser celebrado dia 08 de março e em todos os dias são as mulheres que não se usam do coitadismo, as que usam-se sim de suas forças em buscar sempre o melhor para seus filhos, as incansáveis mulheres que trabalham sejam assalariadas ou não, as que lutam pelo único caminho capaz de fazer a humanidade evoluir: A educação.
       Como certa vez cantou o poeta Renato russo na letra de uma de suas músicas: " Quando se aprende a amar, o mundo passa a ser seu!"
         Fico feliz e homenageio todas as mulheres, incluindo-me. Pois se tantos direitos foram conquistados, deve-se ao fato de termos aprendido a nos amar! 

sábado, 15 de janeiro de 2011

DESABAFO DE UMA PROFESSORA

Ao folhear uma das revistas da editora Abril vi um anúncio do site educar para crescer sob realização da própria editora que se intitulava “A escola do seu filho é RUIM!” e, em seguida o mesmo trouxe alguns dados negativos do Inep no cenário das escolas públicas como a média nacional das escolas públicas brasileiras no Ensino Fundamental 1º e 2º segmentos; índices de repetência; inconclusão de ensino Médio. E abaixo desse quadro de índices há o seguinte:
Lute por seu filho! Não basta colocar as crianças no colégio. Se a nota desta escola (o Ideb) for menor que 6, ela (a escola) ainda não tem um bom ensino. E, se seu filho não aprender e tirar notas baixas, não terá chances de melhorar de vida no futuro. E a culpa não será dele. Cobre o diretor por melhorias na qualidade do ensino. E cobre o professor: menos falta e comprometimento com a classe.
Fiquei chocada com o despreparo nas palavras, a falta de conhecimento do cenário das escolas públicas do Brasil, o abuso em diretamente dizer que se um aluno não tira notas boas a culpa não é dele e sim da escola e do professor. Fica claro que o site sob realização da editora julga que os pontos negativos e o retrocesso do cenário educacional brasileiro e até o não aprendizado de um aluno é culpa do diretor da escola e dos professores, julgando que estes não se comprometem com sua profissão.
QUE ABSURDA FALTA DE RESPEITO! QUE DESPREPARO! QUE DESCONHECIMENTO! QUE OFENSA! QUE DESVALORIZAÇÃO DO PROFISSIONAL!
Que conhecimento se tem para fazer isso?
Quais desses profissionais responsáveis por esta propaganda leciona em escola pública e tem conhecimento de causa para fazer uma afirmação como essa?
Eu sou professora com carteira assinada desde os meus 19 anos de idade e com 10 anos de profissão e muito mais de conhecimento de um cenário que tanto faz parte da minha vida. Sou de uma família de professores. Já lecionei de pré II ao 3º ano do Ensino Médio, trabalhei em escolas particulares e públicas (municipais e estaduais). Eu sei o que é estar em sala de aula, eu sei o que lecionar por amor, com verdade, com doação, com respeito e sei muito mais lecionar com comprometimento. Assim como a grande maioria dos professores do Brasil. Muitos dos meus alunos reconhecem o meu trabalho. E já tive muitos alunos com notas vermelhas, já tive alunos reprovados e sabem quantos me culpam? Nenhum! Porque ao contrário do que as pessoas que não vivenciam e não conhecem um cotidiano escolar, sempre oriento meus alunos que a aprendizagem ocorre quando há fatores que a proporcionam acontecer. E, isso, vai além da responsabilidade dos professores (que pelo texto se julga que os mesmos não o tem).
Certa vez, um aluno do 9º ano em 2006 (eu tinha 24 anos) veio até mim e disse: Obrigada!
E eu o perguntei: Obrigada por quê?
E ele respondeu: porque você e mais três professores me reprovaram.
Eu apenas o fiz 6 perguntas de maneira calma, porém séria:
Meu filho, quem não estudou durante todo o ano letivo? Quem não fez os exercícios propostos em aula e para casa? Quem faltou com o respeito tantas vezes e foi repreendido por mim? Quem matou tantas aulas? Quantas vezes seus responsáveis vieram a reunião? E quem respondeu as provas?
Ele, obviamente, respondeu EU MESMO PROFESSORA todas as vezes. E eu, complementei, apenas corrigi os exercícios que você não fez, estive presente em todas as aulas, vim a TODAS as reuniões de pais, o chamei a atenção por péssimo comportamento em todas as vezes que um ser humano comum não teria metade da paciência e sabedoria ao fazê-lo.
O aluno, após ficar uns minutos em silêncio, me disse:
Me desculpe professora! A senhora tem razão!
Me surpreendi revendo o mesmo aluno 4 anos depois numa outra turma e o mesmo me recebeu muito bem, me tratou com carinho e respeito. Só que matou algumas aulas já que é usuário de drogas e álcool e numa dessas vezes, ao ser chamado a atenção pelo inspetor por estar cabulando a aula, o mesmo adentrou a sala, durante a minha aula, completamente embriagado e também após fazer uso de maconha. E nessa hora ninguém pensa que a professora corre risco. Não é fácil lidar com situações como essa e por Deus eu soube lidar com o comportamento agressivo e implicante dele com os colegas neste dia de aula. Ele foi aprovado porque a média da escola era bem irrisória.   
E esse é apenas um dos exemplos dos quais eu e mais milhares de colegas passamos por muitas e muitas provações no dia a dia.
É incrível como aspectos que estressam, amedrontam, enfurecem, deixam INCONFORMADO qualquer ser humano, aos professores deve-se apenas apontar e achar que devem engolir e agüentar.
Nós temos família, nós somos profissionais sim. Mas superumanos JAMAIS!
Ano passado trabalhei em QUATRO escolas e me dediquei as 4 da mesma maneira, trabalhei muito não para enriquecer financeiramente, mas intelectualmente e poder dar pelo menos, com esse salário miserável, o mínimo a minha filha: um plano de saúde e uma escola (Já que pela idade a vaga numa creche pública seria sorteada, e a educação da minha filha não pode depender de sorte e sim de esforço). Cumpri com todos os meus papéis e não virei superumana. Ganhei ao longo dos anos bruxismo, gastrite, dores de cabeça, insônia, assim como muitos dos professores que por mais amor que se tenha pela profissão, buscam trabalhar incansavelmente para ganhar o mínimo para arcar com seus custos.
Sim! Professores comem, se vestem, fazem cursos, compram livros e para isso precisam de dinheiro.
Quando se colocam menos falta devem tentar se ater ao grande número de professores que entram de licença. Mas eles não entram de licença para passear, entram para tentar sobreviver a tantas cobranças, a tantas situações de estresse absoluto, a tanta falta de recursos.
Se tivessem o mínimo de conhecimento escreveriam: Aos pais, acompanhem seus filhos, verifiquem deveres de casa, proporcionem um ambiente de paz e sossego em casa para o mesmo fazer suas atividades, não culpe seus filhos por seus problemas. Oriente-o para que eles respeitem e admirem seus professores. Valorize e estimule seu filho a cada conquista de aprendizagem; Cobrem do governo que disponha recursos mínimos para o professor trabalhar (como pode em pleno século 21 apagar-se um quadro com papel higiênico ou o professor ter que implorar por uma caneta de quadro) . Exija que ao invés de tentar informatizar a freqüência dos alunos, se ofereça recursos bibliográficos adequado para os alunos. Muitos não tem livros. EXIJA que no Ensino Fundamental, pelo menos, coloquem os 6 tempos mínimos de Matemática e Português. (Eu afirmo que, com conhecimento de causa, não é possível ensinar de forma significativa os conteúdos da grade curricular em 4 tempos).
 PAIS, ACREDITEM, A APRENDIZAGEM DO SEU FILHO DEPENDE DE VÁRIOS FATORES. MAS O PRINCIPAL DELES É A SUA PARTICIPAÇÃO NA ORIENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DENTRO E FORA DA ESCOLA.
É simples! Só se deve escrever sobre aquilo que se conhece.
Esta carta de desabafo escrevo não só em meu nome, mas em nome da minha profissão a qual tanto me dedico COM COMPROMETIMENTO!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sempre atenta para não pagar mais e levar menos

              Um hábito que tenho e que cada vez mais se faz necessário tê-lo é conferir os preços dos produtos que compro ao passar no caixa. Além das promoções fajutas em que um produto de 400 gr custa R$ 3,60 e 800 gr do mesmo produto e marca custa R$ 8,00 fazendo com que eu leve duas embalagens de 400 gr para economizar R$ 0,80; Ainda há o corriqueiro engano de preços. Certa vez ví uma promoção de pão de queijo (que eu adoro!) a R$ 2,59 e ao passar no caixa do mercado bateu R$ 3,00. Como comprei 5 pacotes na hora fiz questão do meu desconto que o gerente cismou que eu tinha visto o preço errado (como sempre o cliente sempre vê errado) e fui com o mesmo até a placa (1m x 1m) onde estava escrito o preço em letras garrafais e saí satisfeita em não ter sido furtada em R$ 2,05. Já houve compras maiores em que observei, através de  diferenças de valores, que poderia sair doando de R$ 5,00 a R$ 10,00 aos empresários proprietários de mercado. Só que, ao contrário da maioria dos clientes que não confere os preços, eu confiro minuciosamente os valores dos produtos seja a quantidade que for. Porque diante de tantos preços absurdos e com o custo de vida cada vez maior, sinceramente vejo a necessidade de pagar apenas um preço o mais justo possível pelo que compro. Hoje mesmo com dó no coração deixei de comprar uma pizza congelada que queria pelo preço absurdo que se encontrava. Mas acabei comprando 2 caixas do sucrilho que gosto porque estava pela metade do preço. Fora que em outro mercado a mesma pizza estava 40% mais barata. Dá trabalho! Mais meu dinheiro vale muito!